magenta, a cor dos céus crepusculares, onde vive a saudade e a solidão dos dias amanhece.

Domingo, 27 de Novembro de 2011

Chuva de cetim

  

O sonho esbate-se
Contra a força das marés
E nas sombras da noite, a tua esfinge
Cobre a janela do meu quarto

A Lua cúmplice lavra na minha cama
Vagas prateadas

Ensaio uma valsa no tempo
Na espera ardente
Debruçando-me na inquietude
Que cobre o manto esvoaçante
Esperando o beijar raiado de Sol

E nesta chuva de cetim
Revivo o sonho
Sobrevoando o infinito dos acasos
Intemporais em nós

Magenta

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