O sonho esbate-se
Contra a força das marés
E nas sombras da noite, a tua esfinge
Cobre a janela do meu quarto
A Lua cúmplice lavra na minha cama
Vagas prateadas
Ensaio uma valsa no tempo
Na espera ardente
Debruçando-me na inquietude
Que cobre o manto esvoaçante
Esperando o beijar raiado de Sol
E nesta chuva de cetim
Revivo o sonho
Sobrevoando o infinito dos acasos
Intemporais em nós
Magenta

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