magenta, a cor dos céus crepusculares, onde vive a saudade e a solidão dos dias amanhece.

Quinta-feira, 8 de Março de 2012

Desencontros

  

Cruzamo-nos e nossas linhas
Iluminaram a luz das nossas vidas
Vidas encaixadas em alguma desarmonia
Equilíbrios entre paz e dor

Desequilíbrios da minha e da tua sensibilidade
Semblantes austeros fechados...
Sorrisos sinceros, insanidade

Desencontros...
As coincidências premeditadas
As alternativas falhadas
Devo acreditar-te?
Nem em mim confio
Se a palavra nada vale

E a Alma encarcerada nas trevas
É só trégua de silêncio em intermitência de luz

Ah! Poesia traída gemendo
Num qualquer papel vazio
Palavras lançadas que doem
Pelo teu sentir
Inconsciente e frio

Magenta

8/03/2012

Domingo, 27 de Novembro de 2011

Chuva de cetim

  

O sonho esbate-se
Contra a força das marés
E nas sombras da noite, a tua esfinge
Cobre a janela do meu quarto

A Lua cúmplice lavra na minha cama
Vagas prateadas

Ensaio uma valsa no tempo
Na espera ardente
Debruçando-me na inquietude
Que cobre o manto esvoaçante
Esperando o beijar raiado de Sol

E nesta chuva de cetim
Revivo o sonho
Sobrevoando o infinito dos acasos
Intemporais em nós

Magenta

Domingo, 9 de Outubro de 2011

A importância do nada

A importância do nada

Agora nada mais importa
O passado paga-se no presente
E o sonho desvanece-se no futuro

Tanto esperei para te encontrar
Os nossos momentos foram tão fugazes
Tiveram a intensidade de perpetuar
Os nossos sonhos audazes

Tudo tende a esfumar-se no tempo
Quando ele rema nas marés adversas
Do sentir e do querer

Resta a importância do nada
Os horizontes permanecem
Onde te encontras e te procuro
Em cada anoitecer

By Magenta

09/10/2011

Terça-feira, 26 de Julho de 2011

Quando em mim me encontrei

  
  

Olho para trás e murmuro
Os sonhos de outrora
Sinto que navego no sonho,
Ausente,
Onde me encontro?
Estarei ainda contigo?

Terei ficado perdida
Nos meandros do passado?
Estarei sozinha?
Ausente de ti,ou de Mim?

Já nada é igual
Inconscientemente
Inundo-me de ti
Sinto a envolvência
A carícia da tua voz

Insistentemente
Quero-te hoje
No passado do amanhã

Mantemos a distância
Que insistes...
Já não existem aromas no dia
Nas fragrâncias da noite

Assim... Estou sozinha
Perdida em algo que se desvaneceu
Como fogueira em cinzas
Nuvem desfeita
Pela impetuosidade do vento

Já não navego no teu mar
Vives em terra árida
Ficaste ausente de mim
Quando em mim me encontrei

By Magenta

27/07/2011

Domingo, 5 de Junho de 2011

A clausura dos silêncios



A clausura dos silêncios

Vives na clausura dos silêncios
E na brancura do dia, cantas os tons do Sol
À Noite, projectas a sua sombra
Nas cortinas da janela
Dançando na brisa do vento

Aconchegas a cama e banhas-te de Luar

Vives as recordações do nada
Masturbas a imaginação
Orgasmos de vida amargurada
Vividos na quietude da emoção

Silêncios na madrugada, deitada
Pudores desmembrados de virtude
Amores, dores, solitude
Assim o sonho na clausura perpetuada

Magenta
5/06/2011

Terça-feira, 31 de Maio de 2011

Nem contigo, Nem sem ti


Nem contigo, Nem sem ti

Chamaste-me meu amor, naquele dia frio
Aqueceste o meu coração, era o nosso momento
Aquele lugar, onde me acariciaste
Tanta era a excitação até sermos barco
Navegando no mesmo rio

Aquele momento, o mesmo lugar
Lábios em chamas, corpos molhados
Veias incendiadas de ti

É numa qualquer cidade, onde mora a saudade
Rios vazios, sem chuva de mim
Cidade de sombras, onde mora a angustia
Desafiando os teus silêncios
Águas maduras, turvas, sem claridade
Rio sem margens, ilha sem cidade


magenta

31-5-2011

Sábado, 19 de Fevereiro de 2011

Morri ontem



Acuso o Destino por te interpor no meu caminho
As minhas penas vivem nas pedras da calçada
Aquelas que pisas todos os dias no caminhar sem sonho
Acuso o Destino de todos os maus tratos infligidos na minha pele
Já cansada pela dureza do caminho, já lento e difícil de alcançar
Mas acuso-me a mim por deixar que os teus dias me pesem nas costas
Dobradas e sem calor do Sol, mesmo que de Inverno.
Uma só centelha na fogueira da vida que tende no ocaso do dia
E amanhece no poente da noite gélida e sem Luar
Esse foi pratear o meu corpo já sem vida, aquela que perdi em ti
Porque morri ontem e ao morrer renasci

Beijo azul